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Escrito por Rafa às 16h09
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Agora faltam quinze dias para eu viajar e estou morrendo de medo de não dar tempo de fazer várias coisas. Eu fico aqui na casa da minha mãe, onde tudo é em câmera lenta, alguém sempre diz: "ihh tem tempo ainda!", fico assistindo a cpi a tarde inteira depois de chegar da praia (é, agora o sol resolveu voltar.. sabe-se lá por quanto tempo) tomando litros de sorvete. Até que é divertido.. essa reunião da CPI é um verdadeiro circo.. quando aquele neto do ACM começa a se exaltar então.. êlelê! Outro dia quase saiu briga entre petistas e pfl, enquanto o Delúbio assistia com um sorriso esquisito, os galinhos de briga soltando pena. Acho que eu sou a única que ainda acredita na inocência do Lula.. talvez eu seja muito ingênua mesmo.
Enfim, voltando ao assunto, eu tenho ainda que trancar a faculdade, tirar o aparelho dos dentes, comprar malas, organizar uma despedida (se alguém tiver uma casa à disposição, tamos aí!), comprar algumas coisinhas que ainda estão faltando, etc.. Então eu tenho que ir pra Brasília logo, aqui fica difícil de resolver tudo isso. Acho que sexta-feira eu volto.
Hoje não vou assistir a CPI. Vou andar na praia.
Escrito por Rafa às 15h50
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Agora está tudo certinho para a viagem.. Só falta mesmo arrumar as malas e embarcar dia 9 de agosto. Aim.. que medo! Eu estou bastante ansiosa, não faço idéia de como vão ser as coisas de fato.. Acho que não vou conseguir falar nada.. branco total! E eu ainda vou ficar 3 horas no aeroporto de Milão fazendo escala. Aiaiaiai.. vai ser tipo um episódio daqueles do Mister Bean, hehehe tenho certeza que vou me enrolar toda!
Mas vou tentar não ficar tão neurótica como de costume.. não quero ficar gastando energia psíquica (obrigada Dra. Edi) pensando se vou ter dor de barriga no avião, ou tique nervoso na imigração, enfim.. Quero curtir o restante das férias aqui e em Brasília, quando eu voltar na semana que vem.
Aqui está muito bom, tenho aproveitado bastante os dias, embora não esteja indo à praia (começou a fazer friiio). Fico até triste quando penso que logo logo estarei longe daqui.. Mas aí também penso em Brasília, nos meus amigos.. enfim, mas depois eu penso em Londres, no curso de fotografia que quero fazer lá, nas pessoas que vou conhecer e tudo mais e vejo que não tem motivos para tristeza.. Meus amigos continuam sendo meus amigos, as coisas que aconteceram nos últimos dias não terão necessariamente um ponto final.. Tudo vai acontecer do jeito que tem que ser e é isso aí! London Calling!!!
_o/
Escrito por Rafa às 19h17
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Tem uma frase do filme "Os Sonhadores", que diz algo assim: "Os pais dos outros são mais legais que os nossos, mas os nossos avós são sempre os mais legais." Realmente, me desculpem, mas não existem avós mais descolados, fofos, espertos, engraçados e carinhosos do que os meus! hehe Tá certo que às vezes eles nos submetem a alguns micos em público, como ter que ficar fazendo pose para fotos na saída do salão de desembarque no aeroporto, mas tudo bem.
Meu avô é um cara muito cool.. é sim! Sabe, é uma das pessoas que eu mais admiro pela jovialidade de espírito, pela alegria de simplesmente estar vivo, não esquentando a cabeça com coisas que de fato não valem a pena.. enfim, é comum me ouvirem dizer: "Ai, você tem que conhecer o meu avô, ele tem até orkut!" hehehe
Minha avó passou por uma fase meio tristinha, não sei.. apesar do seu famoso senso de humor e suas palhaçadas constantes, eu percebia uma luz se apagando em seus olhos, e isso me deixava tão angustiada, porque ela é uma pessoa tão cheia de vida.. é difícil encontrar uma senhora da idade dela que tenha tanta energia, seja para andar e andar e andar em shoppings com a neta, hehe ou passar um dia inteiro fazendo comidas maravilhosas para um jantar em família.. Mas eu fiquei tão feliz ao revê-la agora, percebí que ela anda toda vaidosa, comprando roupinhas bonitinhas e sapatinhos fofos que são a cara dela! Sem contar aquele brilho nos olhos que voltou a brilhar!!!
Às vezes eu penso que passei muito tempo da minha vida sem enxergar de verdade as pessoas da minha família. Todos eles têm seus conflitos, seus problemas pessoais, e a gente acaba esquecendo disso quando os vêmos apenas em seus papeis de mãe, pai, avô, irmão, etc..
É, eu estou apaixonada pela minha família. Eu posso estar sendo muito brega, mas quando penso que vou ficar longe dessas pessoas, me lembro de dizer o tempo todo o quanto os amo.
:~
Escrito por Rafa às 17h13
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Pronto, malas prontas. Não, eu ainda não vou pra Londres.. vou pra casa da Mamis em Vitória. Vai ser ótimo ficar esse tempo por lá, revendo meus amigos distantes e minha família.. Além da comidinha da mamãe! hummmmmm.. hehe Parece que está chovendo lá, então por enquanto, nada de praia. Mas só o cheiro da maresia me dá uma sensação muito boa e independente do sol, sentar na areia da praia, olhar o mar e pensar na vida, é uma das melhores coisas que eu já fiz.
Bom, lá eu entro na internet e mante-los-ei (O.o) informados da minha vida emocionantissíssima.. \o/
Escrito por Rafa às 10h40
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Eu sou a única pessoa que sente uma nostalgia enorme arrumando malas?
Escrito por Rafa às 17h03
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Escrito por Rafa às 12h35
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E então você acorda 13 horas da tarde, com uma leve impressão de que exagerou na bebida na noite anterior.. Levanta, ou melhor, sai de um jeito esquisito da cama, carregando lençol, travesseiro e edredom e o que tiver pela frente.. você vai tropeçando. No espelho, sua cara toda suja de maquiagem lhe diz: "Hey girl, a que ponto chegamos hein???" Você pensa "FODA-SE" e depois de escovar os dentes e tomar banho, enfim, dar uma geral, se joga na cama e liga a tv. Caldeirão do Huck. BACANÍSSIMO hein? Não, não, não, não, não.. NÃO. Ainda te resta um mínimo de dignidade. Toma um copo de coca-cola com estômago vazio e conforme esse líquido maravilhoso desce garganta abaixo, você pensa como a vida é linda e maravilhosa. Ressaca + TPM = SUX.
Escrito por Rafa às 16h50
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Let me kiss you
Morrissey
There's a place in the sun for anyone Who has the will Chase one and I think I found mine Yes I do believe I have found mine. So, close your eyes And think of someone you physically admire And let me kiss you, oh. Let me kiss you, oh.
I zigzagged all over America And I cannot find A safety haven Say, would you let me cry on your shoulder I've heard that you'd try anything twice
Close your eyes And think of someone you physically admire And let me kiss you, oh. Let me kiss you, oh.
But then you open your eyes And you see someone that you physically despise But my heart is open My heart is open to you
Eu tenho que ir no show dele em Londres.. e eu sei que vou chorar.. ;~
Escrito por Rafa às 13h51
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Putz, acho que todo mundo deve ter visto nos jornais o que aconteceu hoje de manhã em Londres. Até agora foram contadas 40 mortes, fora os feridos. Que triste isso, nessas horas bate um medo enorme de sair da segurança do seu país e se arriscar lá fora. Mas pera aí, segurança aqui? é.. em Brasília temos uma vida relativamente tranquila, se comparada às outras grandes cidades brasileiras, terrorismo então, é algo bem distante da nossa realidade. É muito fácil pra quem vive aqui nas asas do plano piloto, se fechar numa redoma de vidro e assistir pela televisão o desencadeamento desse ciclo vicioso que é a violência. É tão complicado achar a causa disso tudo, são tantos fatores, e o que me deixa irritada é que as poucas coisas que se fazem a respeito servem apenas para punir e remediar um reflexo de algo muito mais complexo. Enquanto isso a gente tenta conviver com essa violência, que não é só física. Enfim, eu não quero desistir da minha viagem. Espero que depois desse episódio eles ainda me deixem entrar lá.. :(
Escrito por Rafa às 12h09
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Ois! Bom, finalmente resolvi criar meu blog! Quando eu era pequena (menor ainda hehe), eu tinha um daqueles diários com um cadeado para proteger meus segredinhos de olhares alheios. Aos 11 anos, meus problemas giravam em torno da família: separação dos pais, mora com o pai, mora com a mãe, mora com a avó. Depois, tive milhares de agendas, aquelas em que as meninas guardavam todo tipo de inutilidade, papel de bala que ganhou de um gatinho, ingressos de shows, bilhetinhos de conversas na sala de aula e a coisa ia ficando tão grande que a agenda não fechava mais, aliás, havia até uma competição da agenda mais entupida de coisas. Nessa época, como todas as meninas dessa idade, eu presumo, minhas maiores preocupações subiam em árvores, andavam de skate e boné. Isso me levava a um outro problema: o de tentar ser cool e descolada. Como não podia deixar de ser, não deu muito certo. Eu não me encaixava no que pretendia ser e ao mesmo tempo não queria ser do jeito que sou. Vários anos e agendas depois, estou aqui com esse diário online. Qual é o meu problema de hoje? qual é o espinho com o qual tenho que lidar? Eu acho que é e sempre foi me amar um pouco mais, aceitar as minhas diferenças e entender que cada peculiaridade minha e do contexto em que vivo me torna uma pessoa única. É difícil se aceitar totalmente, mas se enxergar com mais carinho já é um grande passo. E você, what is your thorn?
Escrito por Rafa às 18h18
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